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segunda-feira, 16 de maio de 2011

A alma do Pink Floyd

Começar a semana ouvindo Roger Waters e David Gilmour juntos é uma boa pedida.

Video amador, gravado no show de quinta-feira (dia 12), em Londres. Com algumas ratiadas do "cinegrafista". Mas arrepia.

Boa segunda-feira!

domingo, 15 de maio de 2011

63 mortos de fome por omissão

Pouca gente deve ter lido, ouvido ou assistido algo sobre isso. 63 passageiros africanos a bordo de um navio com refugiados morreram de fome e sede no mar porque foram solenemente ignorados por França e Malta, além da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

O navio havia partido no dia 25 de março de Trípoli, na Líbia, fugindo dos conflitos que vem ocorrendo naquela região. Depois de 18 horas de viagem, uma pane fez com que o barco ficasse à deriva e pedisse socorro via rádio a um padre romano que avisou a guarda costeira. Foram então acionadas autoridades da Otan, França e Malta. Segundo o jornal britânico The Guardian, a embarcação teria sido levada pelas correntezas e se aproximado do porta-aviões francês Charles De Gaulle. Tão próximo que seria impossível não ver, garante a publicação. Mesmo assim, nenhuma ação de socorro foi tomada.

Segundo depoimentos dos sobreviventes - eram 72 passageiros, apenas nove resistiram -, dias depois deste encontro com o porta-aviões um helicóptero teria sobrevoado o navio a deriva e apenas lançado bolachas, mesmo diante do apelo das pessoas por socorro, inclusive erguendo bebês quase mortos de fome.

“Todas as manhãs nós acordávamos e encontrávamos mais corpos, esperávamos 24 horas e os jogávamos ao mar. Nos últimos dias, já não nos reconhecíamos mais. Estávamos todos ou rezando ou morrendo.”
Abu Kurke, um dos sobreviventes, ao The Guardian

No total, os africanos ficaram 16 dias abandonados no mar sem qualquer perspectiva de socorro, até que o navio foi levado pela correnteza até a cidade de Zitlan, na Líbia.

Diante dos relatos dos sobreviventes ao The Guardian, autoridades da Otan e dos países envolvidos com o descaso negaram ter conhecimento do episódio.

Este absurdo caso não teve qualquer destaque na grande imprensa. Foi engolido por outras manchetes muito mais importantes para a mídia que segue o roteiro norte-americano, como a morte de Bin Laden, os "heróis" dos Seals e toda a projeção que Obama ganhou com o episódio.

Link para a matéria no site do The Guardian

sábado, 14 de maio de 2011

A evolução do mundo em quatro minutos

É possível mostrar quanto o mundo se desenvolveu em apenas quatro minutos? Um médico sueco conseguiu isso com a ajuda de gráficos animados que ilustram a evolução de 200 países nos quesitos saúde (esperança de vida) e riqueza nos últimos 200 anos.

Vale a pena assistir.


terça-feira, 10 de maio de 2011

Cotistas vão tão bem na universidade quanto não cotistas

Do site do Estadão

Médicos da Uerj põem à prova sistema de cotas

Os defensores falam em justiça social. Os críticos invocam a meritocracia. No acalorado debate sobre a política de cotas sociais e raciais nas universidades públicas sobram argumentos por todos os lados. Dois pontos permeiam inevitavelmente a discussão: a capacidade dos cotistas em acompanhar o ritmo das aulas e a possibilidade de queda na qualidade do ensino das universidades.

O Estado fez um levantamento no curso mais disputado (Medicina) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a primeira a adotar as cotas no País. No vestibular de 2004, foram aprovados 94 jovens (43 cotistas). Apenas oito alunos - quatro cotistas - não se formaram em dezembro do ano passado, como previsto.

O Estado localizou 90% dos jovens que chegaram à festança black-tie de formatura: 35 eram cotistas; 44, não. O caminho natural, após seis anos de faculdade, é fazer residência, o estágio de dois ou três anos em que os médicos se especializam em hospitais universitários ou da rede pública. O desafio é grande. As provas são mais disputadas que o vestibular. Nelas não há sistema de cotas. Passa quem sabe mais. É a meritocracia em estado puro.

Leia a matéria completa