Páginas

segunda-feira, 18 de abril de 2011

E na imprensa mineira...

Minas Gerais, estado do atual senador Aécio Neves, flagrado no domingo dirigindo com carteira de habilitação vencida e suspeita de embriaguês. Recusou-se a fazer o teste do bafômetro.

Estado de Minas, um dos maiores jornais do estado. Capa de hoje.



Sem mais para o momento...

quinta-feira, 14 de abril de 2011

A imprensa cagona

Hoje foi notícia em diversos sites e jornais da região de Rio Grande e Pelotas o caso do vereador riograndino Carlos Fialho Mattos, o Patola (PPS), detido por dirigir embriagado e com excesso de passageiros no veículo em uma rodovia estadual.

Tirando o mau exemplo do nobre representante do povo, quase tudo normal. Apenas uma coisa me incomodou nessa história: as imagens usadas para ilustrar a história. Em nenhum dos sites que vi a notícia o vereador aparece claramente. Ou é uma foto de longe, fora de foco, de costas, atrás de um vidro com textura... Dá um Google pra ver os resultados.

Estranho, não? Quando o personagem pego pela polícia é um cidadão comum, pobre, aí a primeira coisa é escancarar e botar o rosto do sujeito em destaque. Não importa se foi pego em flagrante, como ocorreu com o vereador, ou se é só um suspeito. “Estampa a cara do cidadão e depois a gente vê o que acontece”, deve ser o que pensa o editor/redator/repórter/fotógrafo.

É a síntese de uma imprensa cagona. Se o personagem tem dinheiro ou alguma influência, é melhor pegar leve. Se pudessem, garanto que não teriam divulgado sequer o nome do parlamentar borracho. Colocariam algo genérico como “um vereador foi detido por supostamente dirigir embriagado e blablabla...”.

Ah, antes que eu esqueça: este mesmo vereador foi pego em 2009 com restos de maconha no cinzeiro do carro que dirigia. Na época, colegas vereadores falaram em cassação do mandato, mas ficou por isso mesmo. Agora, pelo álcool ao volante, falam novamente em cassação. Adivinha o que vai dar.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Desconecte-se para se conectar


Sempre que assisto imagens feitas por celular no momento de grandes tragédias - como as captadas dentro da escola no Rio de Janeiro onde 12 crianças foram mortas - penso na absurda necessidade que as pessoas possuem de registrar as cenas em seus aparelhos.

Ao invés de colocarem em primeiro plano o socorro às vítimas, seja no caso das crianças cariocas ou em qualquer outro evento que envolva vítimas, grande parte das pessoas opta por gravar tudo. Não seria mais importante, naquele instante de pânico onde os alunos corriam desesperados e feridos prestar socorro imediato? Porém, a dependência (ou vício) dos celulares é tão grande que as pessoas simplesmente perdem a noção do que há ao seu redor e querem gravar para assistir depois.

O vídeo abaixo mostra um pouco desse fanatismo que os celulares trouxeram e tenta nos convencer a viver mais a vida real. Claro que com uma mensagem mais "light", mas o recado é o mesmo: "Desconecte-se para se conectar".



quarta-feira, 6 de abril de 2011

Direito de opinião


Post rapidinho, apenas para recomendar a leitura da coluna do Paulo Sant'Ana na Zero Hora de hoje (terça, dia 6).

O dono da última página do jornal joga na cara da imprensa a estupidez que tomou conta dos debates sobre o episódio da entrevista de Bolsonaro ao CQC, da Band.

Leia um trecho:

"Eu acho inacreditável que jornais, os mais prestigiados do país, façam editoriais afirmando que o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) tem de ser processado por crime de racismo, entre outros, por uma resposta que deu à cantora Preta Gil em um programa de televisão.

(...) Bolsonaro não pode ser processado por aquela conduta: protege-o inteiramente o artigo 53 da Constituição Federal, que trata da imunidade parlamentar.

(...) “Os deputados e senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos”.

E, se a lei diz que são invioláveis os parlamentares, “no exercício de seu mandato ou em razão do seu mandato”, como pode sobreviver durante tantos dias esse entender medíocre de que Bolsonaro pode ser processado? Como pode? Como?"

Leia o texto completo na página 47 da ZH de hoje.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Leandro pode decepcionar os gremistas

Não é um desejo, não é uma previsão. É uma análise rápida.

O atacante Leandro, 17 anos, pode se tornar rapidamente a nova decepção da torcida gremista. Recém alçado à condição de profissional e ganhando um salário de R$ 800 mensais, o guri caiu nas graças da turma do oba-oba na imprensa gaúcha. Bastou algumas poucas boas atuações no Gauchão para ser tratado pelos jornais como um craque, a esperança do time.

Por isso pode se tornar uma decepção. Porque Campeonato Gaúcho não é parâmetro para saber quem é craque. Está cheio de exemplos de jogadores que se destacaram nos esburacados campos do interior e depois não vingaram. Quando chega a hora do pega-prá-capar, de encarar Libertadores e Brasileirão, a coisa tende a mudar de figura. A maioria dos fenômenos perde o brilho e vai se apagando. Decepção.

FOTO: Gazeta Press



Leandro mal apareceu entre os profissionais e já é tratado pela imprensa como craque. Debreia...





Agora suponhamos que o guri vingue e vá bem nos campeonatos de gente grande. A decepção da torcida tricolor ainda não está descartada. Afinal de contas, qualquer empresário meia-boca conhece a facilidade com que o Grêmio se desfaz dos talentos surgidos na base. Foi assim, por exemplo, com Carlos Eduardo. Surgiu bem na Libertadores 2007 e mal deu tempo de organizar seu armário no vestiário no Olímpico. Foi passado nos trocos e, depois de uma boa temporada na Alemanha, está sumido. Custava segurar mais uma ou duas temporadas, deixar ele se lavar em cima dos zagueiros e talvez ajudar a ganhar um título? Pois bem, foi vendido, não resolveu a situação financeira do clube e o time continua sem títulos. Decepção.

Não é um desejo, não é uma previsão. Mas esse roteiro de exagero da mídia e deslumbre da diretoria é conhecido e pode fazer a torcida dar com os burros n'água de novo.

domingo, 3 de abril de 2011

Futebol fresco

Sabe porque o futebol brasileiro não é atrativo aos telespectadores europeus? Porque os nossos jogadores são um bando de frescos e os árbitros uma cambada de frouxos.

Na Europa - e em qualquer lugar onde se goste de futebol de verdade - não se tolera o jogador cai-cai. O boleiro de açúcar, aquele que o adversário passa perto e ele já desaba. Mas infelizmente no Brasil o sujeito prefere cavar uma falta a tentar uma boa jogada.

Foto: Marcio Fernandes / Ag. Estado





"Deixa de frescura.
Levanta e vai pro jogo, guri!"






Grande parte da culpa por isso acontecer nos campeonatos nacionais é, também, dos árbitros. Sem personalidade e atitude para manter a ordem durante as partidas apenas aplicando a regra, ficam parando o jogo a todo instante, "para não perder o controle". Regra é regra, ora! Não existe nas leis do futebol uma diferenciação para as infrações no Brasil, na Inglaterra ou no Cazaquistão.

E enquanto a coisa for assim, clubes e federações perdem dinheiro. Deixam de faturar com a audiência de TV em outros mercados, especialmente o europeu. Lá os caras gostam do jogador brasileiro. Tanto que vivem importando.

Porém, lá o cai-cai lida com juízes que apitam o futebol real, com contato. Daí aprendem a ficar de pé, a jogar futebol de verdade. Por aqui, temos que aturar esses "pernas-de-alface". Até quando vai essa frescura?