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sábado, 30 de outubro de 2010

Resumão da semana

Madrugada de sexta para sábado (29 para 30). Hora de elencar o que merece destaque aqui no blog nessa semana que termina.

Troféu "calado é um poeta"
Vereador pelotense Waldomiro Lima, que na quarta-feira usou seu espaço na tribuna da Câmara para solicitar apoio de autoridades em geral com o objetivo de promover a "implantação do pré-sal" na cidade. É ou não é um cidadão ligado nas questões nacionais e locais?

Engana que eu gosto
Outra parceria milagrosa promete mudar os rumos do Farroupilha. A Associação Nacional dos Jogadores e Treinadores de Futebol Profissional (Anjobol - veja só!) diz que vai colocar atletas no clube, reerguê-lo e quem sabe até construir a Arena Ewaldo Poeta. Conversa mole desse tipo já aconteceu ano passado com outro parceiro que seria a redenção do Fantasma. Está saindo pela porta dos fundos e o time do Fragata na mesma.

Lula na Zona Sul
Apesar de fazer um pouco mais que uma semana, dá pra incluir nos destaques. Presidente esteve em Pelotas e Rio Grande lançando o dique seco do Polo Naval, conferindo obras de duplicação da BR-392 e inaugurando novas instalações da UFPel. Investimentos que ajudam a mudar perspectiva da Metade Sul. Mesmo assim, teve gente preferindo abafar a visita e ressuscitar o velho vídeo de Lula chamando Pelotas de "polo exportador de viados". Vão achar o que fazer!

Povo se lixando
E o deputado Sérgio Moraes (PTB-RS), hein? Livrou-se da Lei Ficha Limpa e teve a candidatura deferida pelo TSE. Está oficialmente reeleito para a Câmara. Lembram dele, o cara que disse estar se "lixando" para a opinião pública? Pior do que o TSE aceitar o registro dele é saber que 97.752 eleitores estão se lixando para as peripécias dessa figura. O povo reclama da política, mas merece os representantes que tem. (Foto: Fabio Pozzebom/Ag. Brasil)

Atualizado sábado às 12h48.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Asfaltamento das RS devagar, quase parando

Obras iniciadas às vésperas da eleição diminuem de ritmo após conclusão do primeiro turno. Pelo menos sete acessos a municípios estão parados.

Não era preciso ter os dotes da Mãe Diná ou do Polvo Paul para saber que isso iria acontecer. As obras de pavimentação dos acessos municipais no Rio Grande do Sul diminuíram rapidamente o ritmo após o final do primeiro turno das eleições.

Tentando conquistar uns votinhos nas cidades que precisam destas obras, a governadora e candidata a reeleição Yeda Crusius (PSDB) apostou fichas no asfaltamento das RS. Como o resultado foi a eleição de Tarso Genro (PT) de cara, no primeiro turno, a prioridade parece ter deixado de existir.

Matéria da Zero Hora da última quinta-feira (dia 28) aponta que pelo menos sete cidades estão com as obras paradas. Outras tantas com ritmo lento. Dados da Famurs e contestados pelo Daer. Mas é só dar uma passadinha pelas estradas estaduais para ver que o empenho não mais aquele de setembro.

Para quem se deixou levar pela promessa de última hora, cabe um aviso: o asfaltamento está devagar ainda sob o atual governo. Portanto, não adianta depois chorar as pitangas botando a culpa na derrota de Yeda (ou vitória de Tarso). Se a melhoria dos acessos fosse realmente uma preocupação do atual governo, as obras estariam no mesmo ritmo acelerado pré-eleição.

Agora os prefeitos e moradores destas cidades precisam torcer para que o futuro governador dê continuidade à pavimentação. E depois Tarso e Yeda que se virem na hora de colher as glórias da obra concluída.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

O Walkman ainda existe. Por enquanto...

Não fosse pelos fones, tenho certeza que boa parte da gurizada nascida a partir da segunda metade da década de 90 não saberia para quê serve esse objeto aí ao lado. O nome disso aí é Walkman, piazada!

Essa caixa servia - continua servindo, na verdade - para ouvir música em fita cassete e, acreditem!, estava sendo fabricada no Japão até abril. Mesmo com toda a facilidade dos tocadores de MP3, esse "aparelhinho" (no auge era considerado pequeno, hoje ninguém se imagina carregando um na cintura) ainda era procurado por uns poucos tiozões saudosistas de olhos puxados que compravam. Era.

Após vender mais de 220 milhões de unidades, a Sony fez o anúncio da morte do Walkman de fita cassete no Japão. O velório está ocorrendo nas poucas lojas que ainda possuem unidades à venda.

A boa notícia para algum maluco que pretenda matar a saudade de ouvir música em fita cassete é que o Walkman continuará sendo produzido na China e sendo enviado para poucos países da Ásia e para os Estados Unidos.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Jornalista não olha para o rabo

Em Pelotas tem nêgo se julgando ombudsman do jornalismo local. Tenta ensinar o que é certo e se mostra a única alternativa de bom jornalismo. Uma piada.


Ô raça desgraçada é jornalista! Escrevo isso sem qualquer pudor porque essa é a minha profissão e, mesmo tendo pouco tempo de carreira, acredito que posso falar da minha categoria.

O sujeito quando está na universidade cursando Comunicação ou Jornalismo, tem uma impressão de que tão logo saia da colação de grau trabalhará na mais nobre das profissões do planeta. "Vou cobrir eventos importantes, testemunhar a História enquanto ela acontece, conhecer gente importante...". Puá! Balela...

Sabe o que vai acontecer, mizifio? Tu até pode fazer um pouco daquilo que imaginou entre uma cerveja e outra nos intervalos das aulas, só que a maior parte do tempo vai é conviver e, pior, ter que ler/ouvir muito do que estes outros jornalistas tem a dizer. É isso. E, como eu disse lá no início, jornalista é um bicho desgraçado. Em geral, são sujeitos que se amam tanto que devem terminar cada texto achando aquilo uma obra de arte.

Tenho a sorte de conhecer muita gente boa, caras que certamente tem talento pra estar no lugar de muitas toupeiras que ocupam espaço nas redações e assessorias. Mas nestes poucos anos de jornalismo também já conheci cada mala - e cada mula!

Em Pelotas, por exemplo, tem nêgo se julgando ombudsman do jornalismo local. Tenta ensinar a todos o que é certo e se mostra a única alternativa de bom jornalismo, mas na prática cai nas mesmas armadilhas daqueles a quem critica. Uma piada.

Pelo menos isso prova que um dos objetivos do jornalismo é real: o furo. Só que, no caso dos malas, a busca é por um furo deixado pelos "colegas". Só assim estes jornalistas conseguem se sentir superiores e contentes com a profissão.

Que raça, hein ôôô...


Blog de volta
Depois de um bom tempo parado, retomo as atividades do blog. Vou aproveitar que está sobrando tempo até a chegada da Fênix 3.