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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Sugestão para quarta-feira

Para quem já está de saco cheio de tanto ver promoções de shows de forró/sertanejo/pagode em Pelotas, a noite de quarta (dia 8) pode ser uma boa alternativa. Especialmente para quem gosta de clássicos do rock.

A partir das 21h no Teatro Guarany, em Pelotas, a banda Flor do Asfalto fará o show "Tributo ao Pink Floyd". Os ingressos antecipados estão à venda na Studio CDs por R$ 20.

Não sei se a banda é boa nem garanto que o show valha a pena. Mas que é bem melhor sair de casa para ouvir cover de Pink Floyd ao invés de bandas originais de forró, não há dúvida.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Não é Pelotas, mas poderia ser

A foto ao lado não é de uma rua de Pelotas. Porém, a técnica para asfaltamento é semelhante à usada em muitas vias da cidade onde se jogou pavimento sobre tudo para depois levar em conta que havia tampas em alguns pontos.

O resultado é que há locais em que foi preciso retirar o asfalto colocado sobre as tampas, deixando um baita desnível. Na desatenção, os pneus e amortecedores dos carros é que sofrem com os buracos.

domingo, 21 de novembro de 2010

Homenagem fora de época

Tem cabimento colocar um outdoor do tamanho do Rio Grande em plena avenida Bento Gonçalves, próximo ao quartel da Brigada Militar de Pelotas, comemorando o Dia do Soldado?

Mais absurdo ainda é que a homenagem foi colocada na rua somente agora, no mês de novembro. E, como a própria placa indica, o Dia do Soldado é celebrado em 25 de agosto.

Alguém pode explicar isso?



A foto foi feita dia 21/11. Não ficou grande coisa, pois foi batida do celular e de dentro do carro. Mas dá pra ter noção do tamanho da placa. Bem no meio do passeio da avenida Bento. Ao fundo, o McDonalds, que fica em frente ao quartel da BM.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Novembro é o mês do árbitro louco

Agosto é considerado pelos supersticiosos como o "mês do cachorro louco", de mau agouro. Tem gente que não marca compromissos importantes neste período. Adiam-se casamento, cancelam-se viagens e os cuidados são redobrados.

Mas existe um grupo de pessoas que não liga para os problemas que agosto pode causar. A preocupação chega alguns meses depois. Estes caras são os árbitros do Brasileirão. É em novembro que o bicho pega e todo tipo de maldição começa a aparecer na vida dos homens do apito.

Impedimentos duvidosos, gols irregulares, pênaltis "mandrakes" e toda espécie de jogada que rende caronas no camburão para deixar o estádio. Isso sem contar os jogadores e técnicos enlouquecidos querendo esgoelar o juizão. E as capas de jornais do dia seguinte? E os comentaristas que nunca leram o livro de regras do futebol mas julgam os árbitros com a ajuda de 30 câmeras?!



Bem fez o Gaciba (ao lado). Abandonou o apito para ser comentarista antes de ser atingido pela maldição de novembro. E se livrou também de seguir usando camisas roxas, amarelas, azul calcinha...
(Foto: Agência Lance!)



Coitados dos homens de preto. Aliás, abre parênteses, nem preto vestem mais. A maioria é obrigada hoje a vestir uniformes que mais parecem abadás dos trios elétricos de Salvador, de tão coloridos que são. Verde limão, rosa choque, azul calcinha. Por Deus, como um sujeito vestido como um cantor de axé music pode ser respeitado dentro de campo. Por isso que todo mundo põe o dedo na cara dos árbitros! Fecha parênteses.

Voltando ao mês de novembro. Pode prestar atenção, todo ano é a mesma coisa. É arrancar a página de outubro do calendário para que o inferno das arbitragens comece. E os jornalistas ficam horas debatendo "a crise na arbitragem brasileira". Manipulação, falta de profissionalismo, ruindade mesmo... Tem todo tipo de explicação.

Mas o fato é um só: é reta final de Brasileirão. Os erros que tiram o sono dos árbitros em novembro são os mesmos que ocorrem o ano inteiro. A diferença é que lá nas primeiras rodadas todo mundo é índio. Ninguém assumiu o posto de cacique pra brigar pelo título ou por G-4 ou o escambau. As falhas passam batidas.

No final do ano não, as coisas são diferentes. Já tem gente se estapeando pela taça, por vaga na Libertadores ou até para continuar na Série A. Daí, queridão, tudo muda. A faltinha no meio-campo que em outubro nem replay merecia, agora é jogada crucial, com direito a dez repetições e análises detalhadas dos comentaristas de arbitragem.

E quer saber? Vai continuar assim. A choradeira é livre e todas essas polêmicas só vão ter fim quando a arbitragem de futebol seguir o exemplo de outros esportes e passar a usar a tecnologia para tirar dúvidas. Não estou defendendo uma arbitragem tipo futebol americano, onde os lances podem ser revistos milhares de vezes no telão do estádio. Só acho covardia julgar um árbitro sentado numa cabine de TV vendo o lance por 15 ângulos diferentes enquanto o sujeito só tem à disposição um apito, um radinho na orelha e poucos segundos para avaliar o lance.

Enquanto não se encontra uma solução pra isso, tem juizão Brasil afora torcendo pra não cair no sorteio da CBF em novembro. Pelo menos não naqueles jogos que decidem algo. Melhor é apitar um Vasco e Ceará da vida. Ou, esta sim a solução dos sonhos dos árbitros, ver chegar o fim de novembro.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Celular sem frescura

Fotos: Newsteam
Finalmente inventaram um celular praquele seu tiozão grosso que não consegue entender nem 10% das (in)utilidades do aparelho que carrega no bolso. É o John's Phone. No popular, o "telefone do João". Olha só aí ao lado.

Criado por uma empresa holandesa também de nome estranho, a John Doe (algo do tipo "João Ninguém"), esse telefone tem apenas dois objetivos: fazer e receber chamadas. Nem mesmo mensagens SMS podem ser enviadas do John's Phone, quem dirá então "enfeites" como acesso a Internet, câmera fotográfica e outras coisas comuns nos smart phones atuais. São apenas as teclas com os números, uma verde para atender, uma vermelha para cancelar a chamada, um botão liga/desliga e outro para regular o toque do aparelho. Sem display.

Mas aí o espertão deve estar perguntando: "Se esse celular não tem tela, também não tem agenda de contatos?". Calma, também não se chegou a este extremo. O telefone do João tem, sim, agenda. E com acesso possível a qualquer momento, até mesmo sem o aparelho. É um bloquinho de papel que pode ser acoplado na parte de trás, com uma canetinha, pro sujeito anotar à mão os números de telefones. É ou não é uma baita ideia?! Portabilidade, ora!

Por enquanto esse celular ainda não apareceu no Brasil. Mas o preço dele na Europa é de 67 libras, equivalente a 184 pilas no Brasil. Se pintar por aqui com esse preço, é uma barbadinha. E de quebra ainda vai parar com as reclamações do tiozão bagual que mal consegue atender o telefone cheio de teclas que ganhou de presente no Natal passado.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Mayara não tem culpa. Tem coisa pior!

O episódio em que a estudante de Direito Mayara Petruso expõe toda sua ignorância via Twitter incitando a violência contra nordestinos não merece mais do que apenas algumas linhas de comentários reprovatórios. Afinal, estamos falando apenas de mais uma jovem de classe média-alta que, bem acomodada diante de seu notebook pago pelos pais, dispara imbecilidades na Internet como fazem outros milhares adolescentes diariamente. Comom diriam Faustão e José Trajano, "a Internet é o penico do mundo". Pode soar como exagero, mas não deixa de ter um fundo de verdade.

Problema maior é quando a imbecilidade e o preconceito partem de onde jamais poderiam germinar. Por exemplo? A imprensa e os educadores.

Escrevo isso contaminado por dois episódios que relato rapidamente a seguir:

1) A "explicação" do comentarista da RBS TV de Santa Catarina, Luiz Carlos Prates, para o elevado número de acidentes nas estradas durante o último feriadão. De peito estufado como um legítimo dono da verdade, joga a culpa pelas mortes no trânsito nas famílias de classe média-baixa usando a seguinte lógica: "Hoje qualquer miserável tem um carro. O sujeito jamais leu um livro, mora numa gaiola que chama de apartamento, não tem nenhuma qualidade de vida, mas tem um carro na garagem!" Genial, não?! A culpa é do pobre que tem carro, ora. O rico não causa acidentes, mesmo que desrespeite qualquer lei de trânsito. Como não pensei nisso antes?! (Perca seu tempo assistindo aqui)

2) Essa também é forte. Uma professora de Psicologia da Faculdade Anhanguera de Pelotas, elucidando esta semana a seus alunos a vida como ela é. Afirma ela que o filho de um casal pobre nasce para ser pobre. Segundo a nobre "educadora", não há solução: a mentalidade de pobre permanecerá sempre como uma barreira ao sucesso. Insinua até que talvez seja um componente genético. Questionada por um aluno que cita exemplos de sujeitos que cresceram social e profissionalmente mesmo nascendo pobres, a psicóloga conclui: "São exceções". Bom saber que é este o tipo de gente que está formando os futuros professores, não é verdade?

É por essas e outras que não vale a pena debater a boçalidade do que uma patricinha escreve no Twitter. Se um sujeito com espaço nobre em uma das mais importantes emissoras de TV do país pode jogar a culpa de acidentes de trânsito nos pobres, assim como uma formadora de educadores pode dizer que "filho de pobre, pobre será", porque perder tempo com as idiotices ditas por uma internauta? Ela não passa de mais vítima exposta ao oportunismo e mediocridade presentes em setores fundamentais ao desenvolvimento da sociedade, como a mídia e a universidade. É por aí.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

A Imprensa brasileira e a perda da credibilidade

Encerrada a eleição presidencial, arrisco dizer que o mais importante neste momento não é discutir o perfil da futura presidente, a formação de seu governo ou os desafios que terá ao substituir Lula. Até que Dilma receba a faixa, seria fundamental, para o bem da democracia, que a sociedade discutisse o papel da mídia e a imprensa brasileira passasse por um processo de auto análise.

Durante muito tempo houve quem defendesse que os principais jornais, revistas e TVs do país assumissem publicamente suas posições políticas. Algo nos moldes norte-americanos, onde a imprensa declara sua preferência diante dos candidatos que disputam a Presidência, por exemplo.

Este ano a mídia brasileira tentou seguir este rumo. Só que se perdeu no caminho. Confundiu posição política com panfletagem. Ao invés de posicionar-se diante dos projetos dos candidatos ou suas ideologias, os jornalões, revistões e grandes redes de TV optaram pelo caminho mais simplório, dividindo-se em dois grupos opostos: os anti-PT e os anti-PSDB.

Como se tivessem reis na barriga, os jornalistas colocaram-se num pedestal e se acharam no direito de rotular a campanha presidencial como "de baixo nível". Só esqueceram de analisar seu próprio papel nisso tudo. Capas de revistas alarmantes e a desqualificação dos candidatos foram os artifícios mais usados pela imprensa nestas eleições. Tudo na tentativa de manipular a opinião dos eleitores e jogar a favor do seu "escolhido". Raras foram as oportunidades em que se teve acesso a uma análise real do que representaria a vitória de petistas ou tucanos. Afinal, é muito mais fácil e lucrativo vender escândalos do que fazer jornalismo de verdade.

Fica a impressão de que a mídia brasileira, tão temerosa pela perda de seus direitos, ainda não aprendeu a lidar com a liberdade que possui. Ao tentar se mostrar independente e capaz de assumir posições, perdeu completamente a credibilidade. Pode até ter faturado alguns trocados com vendas ou ampliado a audiência, mas levará consigo o déficit pela perda da capacidade de informar. E este é um patrimônio muito difícil de recuperar.

sábado, 30 de outubro de 2010

Resumão da semana

Madrugada de sexta para sábado (29 para 30). Hora de elencar o que merece destaque aqui no blog nessa semana que termina.

Troféu "calado é um poeta"
Vereador pelotense Waldomiro Lima, que na quarta-feira usou seu espaço na tribuna da Câmara para solicitar apoio de autoridades em geral com o objetivo de promover a "implantação do pré-sal" na cidade. É ou não é um cidadão ligado nas questões nacionais e locais?

Engana que eu gosto
Outra parceria milagrosa promete mudar os rumos do Farroupilha. A Associação Nacional dos Jogadores e Treinadores de Futebol Profissional (Anjobol - veja só!) diz que vai colocar atletas no clube, reerguê-lo e quem sabe até construir a Arena Ewaldo Poeta. Conversa mole desse tipo já aconteceu ano passado com outro parceiro que seria a redenção do Fantasma. Está saindo pela porta dos fundos e o time do Fragata na mesma.

Lula na Zona Sul
Apesar de fazer um pouco mais que uma semana, dá pra incluir nos destaques. Presidente esteve em Pelotas e Rio Grande lançando o dique seco do Polo Naval, conferindo obras de duplicação da BR-392 e inaugurando novas instalações da UFPel. Investimentos que ajudam a mudar perspectiva da Metade Sul. Mesmo assim, teve gente preferindo abafar a visita e ressuscitar o velho vídeo de Lula chamando Pelotas de "polo exportador de viados". Vão achar o que fazer!

Povo se lixando
E o deputado Sérgio Moraes (PTB-RS), hein? Livrou-se da Lei Ficha Limpa e teve a candidatura deferida pelo TSE. Está oficialmente reeleito para a Câmara. Lembram dele, o cara que disse estar se "lixando" para a opinião pública? Pior do que o TSE aceitar o registro dele é saber que 97.752 eleitores estão se lixando para as peripécias dessa figura. O povo reclama da política, mas merece os representantes que tem. (Foto: Fabio Pozzebom/Ag. Brasil)

Atualizado sábado às 12h48.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Asfaltamento das RS devagar, quase parando

Obras iniciadas às vésperas da eleição diminuem de ritmo após conclusão do primeiro turno. Pelo menos sete acessos a municípios estão parados.

Não era preciso ter os dotes da Mãe Diná ou do Polvo Paul para saber que isso iria acontecer. As obras de pavimentação dos acessos municipais no Rio Grande do Sul diminuíram rapidamente o ritmo após o final do primeiro turno das eleições.

Tentando conquistar uns votinhos nas cidades que precisam destas obras, a governadora e candidata a reeleição Yeda Crusius (PSDB) apostou fichas no asfaltamento das RS. Como o resultado foi a eleição de Tarso Genro (PT) de cara, no primeiro turno, a prioridade parece ter deixado de existir.

Matéria da Zero Hora da última quinta-feira (dia 28) aponta que pelo menos sete cidades estão com as obras paradas. Outras tantas com ritmo lento. Dados da Famurs e contestados pelo Daer. Mas é só dar uma passadinha pelas estradas estaduais para ver que o empenho não mais aquele de setembro.

Para quem se deixou levar pela promessa de última hora, cabe um aviso: o asfaltamento está devagar ainda sob o atual governo. Portanto, não adianta depois chorar as pitangas botando a culpa na derrota de Yeda (ou vitória de Tarso). Se a melhoria dos acessos fosse realmente uma preocupação do atual governo, as obras estariam no mesmo ritmo acelerado pré-eleição.

Agora os prefeitos e moradores destas cidades precisam torcer para que o futuro governador dê continuidade à pavimentação. E depois Tarso e Yeda que se virem na hora de colher as glórias da obra concluída.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

O Walkman ainda existe. Por enquanto...

Não fosse pelos fones, tenho certeza que boa parte da gurizada nascida a partir da segunda metade da década de 90 não saberia para quê serve esse objeto aí ao lado. O nome disso aí é Walkman, piazada!

Essa caixa servia - continua servindo, na verdade - para ouvir música em fita cassete e, acreditem!, estava sendo fabricada no Japão até abril. Mesmo com toda a facilidade dos tocadores de MP3, esse "aparelhinho" (no auge era considerado pequeno, hoje ninguém se imagina carregando um na cintura) ainda era procurado por uns poucos tiozões saudosistas de olhos puxados que compravam. Era.

Após vender mais de 220 milhões de unidades, a Sony fez o anúncio da morte do Walkman de fita cassete no Japão. O velório está ocorrendo nas poucas lojas que ainda possuem unidades à venda.

A boa notícia para algum maluco que pretenda matar a saudade de ouvir música em fita cassete é que o Walkman continuará sendo produzido na China e sendo enviado para poucos países da Ásia e para os Estados Unidos.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Jornalista não olha para o rabo

Em Pelotas tem nêgo se julgando ombudsman do jornalismo local. Tenta ensinar o que é certo e se mostra a única alternativa de bom jornalismo. Uma piada.


Ô raça desgraçada é jornalista! Escrevo isso sem qualquer pudor porque essa é a minha profissão e, mesmo tendo pouco tempo de carreira, acredito que posso falar da minha categoria.

O sujeito quando está na universidade cursando Comunicação ou Jornalismo, tem uma impressão de que tão logo saia da colação de grau trabalhará na mais nobre das profissões do planeta. "Vou cobrir eventos importantes, testemunhar a História enquanto ela acontece, conhecer gente importante...". Puá! Balela...

Sabe o que vai acontecer, mizifio? Tu até pode fazer um pouco daquilo que imaginou entre uma cerveja e outra nos intervalos das aulas, só que a maior parte do tempo vai é conviver e, pior, ter que ler/ouvir muito do que estes outros jornalistas tem a dizer. É isso. E, como eu disse lá no início, jornalista é um bicho desgraçado. Em geral, são sujeitos que se amam tanto que devem terminar cada texto achando aquilo uma obra de arte.

Tenho a sorte de conhecer muita gente boa, caras que certamente tem talento pra estar no lugar de muitas toupeiras que ocupam espaço nas redações e assessorias. Mas nestes poucos anos de jornalismo também já conheci cada mala - e cada mula!

Em Pelotas, por exemplo, tem nêgo se julgando ombudsman do jornalismo local. Tenta ensinar a todos o que é certo e se mostra a única alternativa de bom jornalismo, mas na prática cai nas mesmas armadilhas daqueles a quem critica. Uma piada.

Pelo menos isso prova que um dos objetivos do jornalismo é real: o furo. Só que, no caso dos malas, a busca é por um furo deixado pelos "colegas". Só assim estes jornalistas conseguem se sentir superiores e contentes com a profissão.

Que raça, hein ôôô...


Blog de volta
Depois de um bom tempo parado, retomo as atividades do blog. Vou aproveitar que está sobrando tempo até a chegada da Fênix 3.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Fogão com as bocas "arrebentando"

Essa é uma daquelas pérolas da publicidade. A rede de lojas Continental colocou no ar nas emissoras de TV de Pelotas uma campanha para chamar a atenção dos consumidores com o mote "a Continental arrebenta".

O curioso é que lá pelas tantas, em meio às ofertas, o anúncio sai com essa: "fogão quatro bocas arrebentando por R$ 299".

Assim que vi o comercial, comecei a rir. Não seria mais interessante para a loja oferecer um fogão em perfeito estado, ao invés de vender um produto que está com as bocas "arrebentando"?! Eu não compraria...

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Câmeras de segurança são perda de tempo

Reprodução (ZH 14/07/10)
O jornal Zero Hora desta quarta-feira (dia 14) trouxe na sua contracapa a manchete "Flagrantes no aeroporto" (reprodução ao lado). A matéria publicada na página 26 mostra que são frequentes os furtos no interior do aeroporto internacional Salgado Filho captados pelas câmeras de segurança lá instaladas.

O que me leva a pensar o seguinte: afinal de contas, para quê servem as tais câmeras de videomonitoramento? Nada, esta é a resposta. Se pararmos para analisar, são raríssimos os casos em que criminosos são pegos logo em seguida dos seus delitos.

No caso de um aeroporto, por exemplo, as câmeras são ligadas a uma central que, em tese, é acompanhada o tempo todo por agentes de vigilância que deveriam estar atentos a eventuais furtos ou roubos. Assim que ocorressem, guardas seriam acionados e fariam a captura do malandro. No entanto, nada disso acontece. Os bandidos agem tranquilamente, fogem e ninguém os incomoda. E isso se repete em quase todos os lugares onde há videomonitoramento.

Portanto, a conclusão simples e óbvia é que gastar dinheiro com câmeras não resolve questões de segurança. Pode no máximo ajudar, desde que elas sejam usadas como ferramenta de apoio. Senão a única utilidade que estes equipamentos continuarão tendo é dar fama aos bandidos. Eles devem adorar se ver nos noticiários levando a melhor sobre um bando de ingênuos que acreditam estar seguros sob os olhares eletrônicos.

Aposto que o espertinho que saiu nas fotos da contracapa de ZH furtando a mochila de um passageiro no Salgado Filho deve ter passado a quarta-feira às gargalhadas.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Jornal do Brasil não terá mais versão impressa

Aos profetas do fim dos jornais, a notícia não deverá causar tanta surpresa. O Jornal do Brasil, com sede no Rio de Janeiro, um dos mais antigos do país e pioneiro na versão para Internet, deixará de circular a partir de setembro. Manterá apenas a página na web.

A notícia foi confirmada por Nelson Tanure, principal investidor do jornal que começou a ser impresso em 1891. Segundo a versão online de O Globo, as dívidas do JB estão estimadas em R$ 100 milhões, o que levou Tanure a tentar vender a marca para salvar o diário. Porém, não encontrou compradores.

O fim da versão impressa levou o diretor-presidente do Jornal do Brasil, Pedro Grossi, a pedir afastamento do cargo. No entanto, a saída deverá ocorrer somente em setembro, quando o jornal deixar definitivamente de circular. A tiragem média do JB é de 17 mil exemplares durante a semana e 22 mil aos domingos.

"Enquanto tiver jornal impresso, eu continuo presidente. Quando for comunicada a transposição do papel para a Internet, eu estou fora. Não fui contratado para isso", afirmou Grossi ao site de O Globo.

Apesar das dívidas, o Jornal do Brasil dava mostras de recuperação nos últimos meses. Mas um atraso nos salários a partir de junho fez com que a crise se instalasse novamente e preocupasse os 180 funcionários (60 jornalistas) da empresa, que receberam apenas parte dos vencimentos de junho.

domingo, 11 de julho de 2010

Curtinhas da Copa

Foto: Reuters
Dias antes da partida da seleção brasileira diante da Holanda, escrevi para o blog Eigatimaula! uma projeção sobre o que ocorreria com Dunga nos casos de título ou eliminação precoce da Copa. Em resumo, apostei que ele seria tratado como bestial no caso de conquistar o hexa ou como besta caso houvesse frustração.

Pois devo admitir que errei. Curiosamente a eliminação foi digerida rapidamente pela imprensa e, consequentemente, pela torcida. O técnico foi praticamente absolvido de culpa e as poucas críticas que sofre são tão discretas que sequer repercutem.

No final, quem pagou a conta foi Felipe Melo. Detalhe: homem de confiança de Dunga.

Diferenças
Após o jogo entre Holanda e Espanha, SporTV e ESPN adotaram estilos bem diferentes para encerrar a transmissão. Enquanto João Palomino fazia uma rápido balanço da Copa da África e projetava os desafios do Brasil para 2014, Milton Leite despejava números elogiando o trabalho do SporTV na Copa. Conceitos de jornalismo...

Justiças
Algumas grandes justiças que ficam ao final do torneio na África do Sul: 1) Espanha é campeã jogando bonito enquanto o Brasil ficou pelo caminho com seu exército de volantes. 2) Klose não tirou de Ronaldo o rótulo de artilheiro de todas as Copas. 3) Mesmo com alguns percalços, o país sede provou que organizar uma Copa não é tarefa apenas para as grandes economias mundiais. 4) O renascimento do orgulho do futebol uruguaio. Da repescagem nas Eliminatórias à semifinal do Mundial.

Seleção
Ao final de cada campeonato, impossível fugir do clichê de montar um time com os melhores. Como o esquema da moda na África foi o 4-2-3-1, que seja: Benaglio (SUI); Lahm (ALE), Lúcio (BRA), Puyol (ESP) e Fucile (URU); Schweinsteiger (ALE), Xavi (ESP), Özil (ALE), Sneijder (HOL) e Forlán (URU); Villa (ESP).

terça-feira, 6 de julho de 2010

Lula sugere alternância de poder na CBF

O presidente Lula deu uma declaração hoje que não deve ter agradado ao atual comandante da Confederação Brasileira de Futebol. Perguntado se a entidade administrada há 21 anos por Ricardo Teixeira deveria passar por uma renovação, o presidente sugeriu que a CBF seguisse o exemplo do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo.

"Acho que se a CBF adotasse o que adotei quando era presidente do sindicato, a cada oito anos a gente trocava a direção da CBF. No sindicato a gente trocava", disse Lula.

Sabendo que não possui influência sobre a confederação que administra o futebol brasileiro, Lula em seguida desconversou afirmando que não poderia "votar e dar palpite".

Mas que foi uma boa sugestão, foi. Afinal de contas, os cofres da CBF estão cada vez mais abarrotados de dinheiro graças aos patrocínios que a Seleção acumula. Enquanto isso, os clubes (de grandes a pequenos) penam para conseguir manter as contas em dia e os craques no país. Só para citar um dos motivos para a mudança.

Falando nisso
Mesmo enraizado na cadeira de presidente da CBF há duas décadas, Ricardo Teixeira foi ao programa Bem, Amigos (nome sugestivo em se tratando da relação Globo/Teixeira) falar em renovação. Obviamente, não se referia ao seu cargo, mas ao de treinador da Seleção.

Criticou o time de Dunga por ser o mais envelhecido da Copa e por ter apenas um jogador com menos de 23 anos. Só esqueceu de mencionar quem colocou Dunga como técnico da Seleção e apoiou seu ideal de futebol. Ou seja: usou a velha lógica do "eu ganho, nós empatamos, eles perdem". Ridículo.

Quanto ao novo técnico, apostaria em Leonardo (ex-Milan) ou Falcão. O primeiro pela juventude e visão de futebol mais "arejada", menos sisuda que Dunga. Já o segundo conta com a simpatia do comandante Ricardo Teixeira pela "renovação" que fez em 1990, quando assumiu o cargo por 17 partidas. Na época, convocou atletas que seriam futuros campeões do mundo como Cafu, por exemplo (1994 e 2002).

domingo, 4 de julho de 2010

Piada pronta

Extra, extra! Descoberto motivo do fracasso da Argentina contra a Alemanha!

Assim que soube que a taça da Copa do Mundo havia sido apreendida na Colômbia, o técnico Diego Armando Maradona perdeu a motivação e o resultado foi sentido pelos jogadores no vestiário antes da partida que terminou com goleada de 4 a 0 da Alemanha.

A prova está nesta matéria publicada no site de Zero Hora:

"A polícia colombiana apreendeu uma réplica do troféu da Copa do Mundo composta, segundo as autoridades policiais, por 11 quilos de cocaína. A apreensão foi feita durante uma operação de rotina no aeroporto internacional de Bogotá, na sexta-feira. A foto da réplica foi divulgada neste sábado pelas autoridades colombianas." (04/07/2010 - 4h36)

Nota:
Não gosto desse tipo de piadas que envolvam os problemas de Maradona com drogas. Mas essa foi irresistível, foi a legítima piada pronta. Bola quicando, pedindo para ser chutada...

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Frase do dia

Da série batizada por Romário, "calado seria um poeta":

"Tenho força suficiente para quebrar a perna dele [Robben]. Se não tivesse tanta cena o juiz não teria me dado o cartão vermelho."

(Felipe Melo, com a sutileza de um trator de esteira, sobre o lance em que foi expulso na partida contra a Holanda, que terminou com derrota brasileira de virada por 2 a 1 e eliminação nas quartas-de-final da Copa do Mundo)

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Schweinsteiger finalmente coloca graça na Copa

Em uma Copa do Mundo marcada por entrevistas cheias de cuidados com o que os adversários podem pensar, além da escassez de boas partidas e lances bonitos, o alemão Schweinsteiger está fazendo o favor de tentar animar as coisas e dar alguma graça ao confronto contra a Argentina pelas quartas-de-final.

O meio-campista rasgou a bandeira do politicamente correto na sua entrevista coletiva e, sem firulas, chamou os argentinos de mal-educados. "Basta ver como gesticulam, seus comportamentos, como fazem teatro para influir na arbitragem. Isso não faz parte do jogo. É uma falta de respeito, isso são eles", disse.

E a metralhadora não parou por aí. O jogador da Alemanha disparou também contra a torcida argentina que, segundo Schweinsteiger, não respeita os lugares marcados nos estádios e se concentra nos lugares de outros torcedores para gritar e cantar.

Os "certinhos" dirão que a atitude do meio-campista germânico é uma temeridade, e que não deveria colocar fogo na rivalidade entre os países, acirrada após o confronto da Copa de 2006, quando houve confusão após o apito final.

Bobagem! Futebol vive de rivalidades e provocações. Houve tempo em que os jogadores diziam antes de um clássico que já estavam com o bicho da vitória garantido. Servia como tempero pra disputa no campo.

Num campeonato onde a estrela vem sendo a Jabulani e as imagens só chamam atenção por causa da tal super câmera lenta, Schweinsteiger pode acabar com a frieza das partidas estilo fair-play, fazendo a turma finalmente morder o beiço e oferecer um futebol de qualidade e com pegada.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Redes sociais são a polícia secreta atual

Vai dizer que você nunca parou para pensar sobre o assunto? Afinal, se a todo momento surgem novas redes sociais na Internet e os usuários se expõem cada vez mais, parece lógico que existe algum interesse nas empresas em saber da sua vida.

Pois segundo o norte-americano Eben Moglen, professor de Direito da Universidade Columbia (Nova York) e diretor do Centro Legal para Software Livre, estamos vivendo "em um regime totalitário" onde redes como Orkut, Facebook, Twitter e companhia funcionam como uma polícia secreta.

Leia abaixo alguns trechos destacados da entrevista de Moglen para a Folha de S. Paulo.

Sobre a exposição dos usuários de redes sociais:
É perfeitamente razoável pensar que o capitalismo do século 21 se baseie na descoberta de uma nova matéria-prima - a informação sobre nossas vidas privadas. O objetivo de sites como o Google é a reorganização da publicidade para favorecer o consumo em estilo americano. Se você sabe o que as pessoas buscam, pode definir sua publicidade por isso.

Sobre a espionagem virtual:
A forma que [as redes sociais] encontraram de ganhar acesso à vida privada é oferecer páginas gratuitas e alguns aplicativos. É uma péssima troca para o usuário - degenera a integridade da pessoa humana. É como viver num regime totalitário. É por isso que a "polícia secreta do século 21" não tortura nem executa, e sim oferece "doces". Nos ensinam a gostar disso.