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terça-feira, 13 de julho de 2010

Jornal do Brasil não terá mais versão impressa

Aos profetas do fim dos jornais, a notícia não deverá causar tanta surpresa. O Jornal do Brasil, com sede no Rio de Janeiro, um dos mais antigos do país e pioneiro na versão para Internet, deixará de circular a partir de setembro. Manterá apenas a página na web.

A notícia foi confirmada por Nelson Tanure, principal investidor do jornal que começou a ser impresso em 1891. Segundo a versão online de O Globo, as dívidas do JB estão estimadas em R$ 100 milhões, o que levou Tanure a tentar vender a marca para salvar o diário. Porém, não encontrou compradores.

O fim da versão impressa levou o diretor-presidente do Jornal do Brasil, Pedro Grossi, a pedir afastamento do cargo. No entanto, a saída deverá ocorrer somente em setembro, quando o jornal deixar definitivamente de circular. A tiragem média do JB é de 17 mil exemplares durante a semana e 22 mil aos domingos.

"Enquanto tiver jornal impresso, eu continuo presidente. Quando for comunicada a transposição do papel para a Internet, eu estou fora. Não fui contratado para isso", afirmou Grossi ao site de O Globo.

Apesar das dívidas, o Jornal do Brasil dava mostras de recuperação nos últimos meses. Mas um atraso nos salários a partir de junho fez com que a crise se instalasse novamente e preocupasse os 180 funcionários (60 jornalistas) da empresa, que receberam apenas parte dos vencimentos de junho.

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