
O jornal Zero Hora desta quarta-feira (dia 14) trouxe na sua contracapa a manchete "Flagrantes no aeroporto" (reprodução ao lado). A matéria publicada na página 26 mostra que são frequentes os furtos no interior do aeroporto internacional Salgado Filho captados pelas câmeras de segurança lá instaladas.
O que me leva a pensar o seguinte: afinal de contas, para quê servem as tais câmeras de videomonitoramento? Nada, esta é a resposta. Se pararmos para analisar, são raríssimos os casos em que criminosos são pegos logo em seguida dos seus delitos.
No caso de um aeroporto, por exemplo, as câmeras são ligadas a uma central que, em tese, é acompanhada o tempo todo por agentes de vigilância que deveriam estar atentos a eventuais furtos ou roubos. Assim que ocorressem, guardas seriam acionados e fariam a captura do malandro. No entanto, nada disso acontece. Os bandidos agem tranquilamente, fogem e ninguém os incomoda. E isso se repete em quase todos os lugares onde há videomonitoramento.
Portanto, a conclusão simples e óbvia é que gastar dinheiro com câmeras não resolve questões de segurança. Pode no máximo ajudar, desde que elas sejam usadas como ferramenta de apoio. Senão a única utilidade que estes equipamentos continuarão tendo é dar fama aos bandidos. Eles devem adorar se ver nos noticiários levando a melhor sobre um bando de ingênuos que acreditam estar seguros sob os olhares eletrônicos.
Aposto que o espertinho que saiu nas fotos da contracapa de ZH furtando a mochila de um passageiro no Salgado Filho deve ter passado a quarta-feira às gargalhadas.
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