
Em uma Copa do Mundo marcada por entrevistas cheias de cuidados com o que os adversários podem pensar, além da escassez de boas partidas e lances bonitos, o alemão Schweinsteiger está fazendo o favor de tentar animar as coisas e dar alguma graça ao confronto contra a Argentina pelas quartas-de-final.
O meio-campista rasgou a bandeira do politicamente correto na sua entrevista coletiva e, sem firulas, chamou os argentinos de mal-educados. "Basta ver como gesticulam, seus comportamentos, como fazem teatro para influir na arbitragem. Isso não faz parte do jogo. É uma falta de respeito, isso são eles", disse.
E a metralhadora não parou por aí. O jogador da Alemanha disparou também contra a torcida argentina que, segundo Schweinsteiger, não respeita os lugares marcados nos estádios e se concentra nos lugares de outros torcedores para gritar e cantar.
Os "certinhos" dirão que a atitude do meio-campista germânico é uma temeridade, e que não deveria colocar fogo na rivalidade entre os países, acirrada após o confronto da Copa de 2006, quando houve confusão após o apito final.
Bobagem! Futebol vive de rivalidades e provocações. Houve tempo em que os jogadores diziam antes de um clássico que já estavam com o bicho da vitória garantido. Servia como tempero pra disputa no campo.
Num campeonato onde a estrela vem sendo a Jabulani e as imagens só chamam atenção por causa da tal super câmera lenta, Schweinsteiger pode acabar com a frieza das partidas estilo fair-play, fazendo a turma finalmente morder o beiço e oferecer um futebol de qualidade e com pegada.
Um comentário:
Eu, quando jogador, sou muito fair play. Mas acho que o futebol carece de rivalidades como antigamente. Até os clássicos não são mais a mesma coisa por causa dessa troca de carinhos antes das partidas. Sem contar que os caras jogam e depois vão pra festinha juntos. Hehe! Além de trazer mais emoção às partidas, as famosas provocações servem como motivação para os atletas. E tenho dito!
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