
Vai dizer que você nunca parou para pensar sobre o assunto? Afinal, se a todo momento surgem novas redes sociais na Internet e os usuários se expõem cada vez mais, parece lógico que existe algum interesse nas empresas em saber da sua vida.
Pois segundo o norte-americano Eben Moglen, professor de Direito da Universidade Columbia (Nova York) e diretor do Centro Legal para Software Livre, estamos vivendo "em um regime totalitário" onde redes como Orkut, Facebook, Twitter e companhia funcionam como uma polícia secreta.
Leia abaixo alguns trechos destacados da entrevista de Moglen para a Folha de S. Paulo.
Sobre a exposição dos usuários de redes sociais:
É perfeitamente razoável pensar que o capitalismo do século 21 se baseie na descoberta de uma nova matéria-prima - a informação sobre nossas vidas privadas. O objetivo de sites como o Google é a reorganização da publicidade para favorecer o consumo em estilo americano. Se você sabe o que as pessoas buscam, pode definir sua publicidade por isso.
Sobre a espionagem virtual:
A forma que [as redes sociais] encontraram de ganhar acesso à vida privada é oferecer páginas gratuitas e alguns aplicativos. É uma péssima troca para o usuário - degenera a integridade da pessoa humana. É como viver num regime totalitário. É por isso que a "polícia secreta do século 21" não tortura nem executa, e sim oferece "doces". Nos ensinam a gostar disso.
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