Páginas

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

RS desiste da Copa 2014

Deu n'O Bairrista:


RS desiste de sediar Copa de 2014 junto com o Brazil

PORTO ALEGRE, C.F - Após a confirmação na tarde desta quinta-feira em Zurique de que Porto Alegre está definitivamente fora da Copa das Confederações e muito perto de perder sua vaga na Copa de 2014, Tarso Genro, Presidente da República Rio-Grandense, declarou que nem queria mais mesmo ser sede.

- O Rio Grande do Sul hoje é a sexta economia do mundo, atrás somente da China, Índia, EUA, Japão e Brazil. Temos totais condições de sediar a nossa própria Copa - afirmou Tarso.

De acordo com o Presidente, não ser país sede junto com outro país dará maior visibilidade para o RS:

- Nós teremos total autonomia nas escolhas da nossa Copa. Por exemplo, a bola poderá se chamar "farroupilha". Outra medida que já posso anunciar é a do Estádio Boca do Lobo em Pelotas como sede de uma das Semi-finais da Copa - declarou o Presidente.



Leia também:
>> Futebol fresco

Três dicas para lidar com uma crise nas redes sociais

Essa é para quem lida com mídias sociais, especialmente comunicadores. Assessores de imprensa, então, devem sempre lembrar dessas dicas.



>> Defina o objetivo de sua estratégia para mídias sociais com clareza
Antes de criar uma conta no Twitter ou no Facebook, tente responder a perguntas básicas: Meu negócio (ou assessorado) realmente exige presença nas redes sociais? O que desejo atingir com essa estratégia? O que farei para alcançar esses objetivos? Se você não souber aonde quer chegar antes de começar a atuar nas redes sociais, os riscos de uma crise acontecer são maiores.

>> Monitore o que falam de sua empresa/assessorado
Em vez de esperar uma situação sair do controle nas redes sociais, você pode se antecipar a uma crise usando uma ferramenta de monitoramento de mídias sociais. Acompanhe o que estão falando do seu cliente em tempo real e faça uma análise de sentimento das citações. Antes de iniciar seu monitoramento, defina uma estratégia de classificação dos itens coletados. Ao monitorar, você consegue rastrear quem são os maiores influenciadores no cenário de crise e agir junto a eles. Em muitos casos, uma crise nas mídias sociais começa rápido, mas pode acabar logo no início se você ouvir o que dizem do seu cliente.

>> Seja transparente
Nas mídias sociais, você deve ser autêntico e verdadeiro. A falta de honestidade nas informações transmitidas ou o silêncio tendem a fomentar uma crise. Não minta.


Fonte: adaptado de Scup (monitoramento de redes sociais)

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Imagem do dia



A pintura do prédio não excluiu um só apartamento.
Até mesmo a fachada da casa do joão-de-barro ganhou cara nova.

iPhone 4 deve ser a barbada do Natal

Embora a Apple já tenha lançado o iPhone 4S no mercado dos Estados Unidos, os brasileiros por enquanto terão que se contentar com a penúltima versão do aparelho circulando no mercado nacional. Mas pelo menos há uma boa notícia: o iPhone 4 deverá ter uma queda no preço neste final de ano.

De acordo com matéria publicada terça (dia 18) no portal iG, o aparelhinho já estaria sendo produzido no Brasil pela unidade da Foxconn, em Jundiaí. A empresa, fabricante oficial dos produtos Apple, contaria com pelo menos 2 mil unidades do iPhone prontas e teria aumentado seu quadro de funcionários, passando de 700 para 1100 empregados. Além disso o ritmo de montagem estaria sendo acelerado, com a fábrica funcionando ininterruptamente das 6h às 23h45.

Estaria, contaria, teria... Há alguma dúvida se isso está ocorrendo mesmo? Sim, o que mais há são dúvidas. Isso porque a Foxconn trabalha em sigilo absoluto, exigindo de todos os funcionários que assinem um contrato de confidencialidade. Em caso de identificação do responsável por qualquer vazamento de informação sobre a fábrica ou os produtos, o resultado é demissão imediata.

O mistério com que a empresa trabalha é tamanho que sequer há uma confirmação oficial de que a unidade de Jundiaí esteja realmente funcionando. Todas as informações obtidas pela reportagem do iG foram obtidas através de uma funcionária da empresa que, sem ser identificada, quebrou o silêncio.

De qualquer forma, caso a produção do iPhone 4 brasileiro se confirme, a tendência é de um produto mais barato à venda até o final do ano, já que não incidiriam taxas aplicadas a produtos importados.

Tablets

Outro artigo aguardado por quem pretende economizar bastante e consegue conter o impulso de comprar logo, o iPad produzido no Brasil ainda não têm prazo para chegar às lojas. Como a fábrica da Foxconn em Jundiaí ainda dá seus primeiros passos, o foco seria a produção do celular e o treinamento dos novos empregados.

Beneficiados por uma medida provisória que reduz  impostos para empresas que fabricarem tablets no país (PIS/Cofins passa de 9,25% para zero e o IPI de 15% para 3%), os aparelhos "nacionais" podem chegar ao mercado com uma redução em relação ao valor atual entre 30% e 40%.

Torço pra que isso aconteça logo e um deles caiba no meu bolso.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Profissionalismo ao extremo

Curioso como o profissionalismo no futebol pode ser motivo tanto para exaltação como para críticas. Nos bastidores, na administração dos clubes, por exemplo, uma gestão semelhante à de uma empresa tornou-se essencial para o sucesso de um time. Porém, dentro de campo um tanto de amadorismo não faz tão mal.

Explico. Como se não bastassem as trocas de clubes feitas pelos jogadores com cada vez mais frequência, em que juram amor eterno a um time e beijam a camisa com incrível desprendimento, recentemente tem se tornado cada vez mais comum a troca de nacionalidades. Pepe (Portugal) e Marcos Senna (Espanha) são casos bem conhecidos de brasileiros que fazem ou fizeram parte de outras seleções.

Uma amostra da bagunça que a coisa se tornou: o meio-campista Nenê (ex-Santos e atualmente no Paris Saint-Germain) está prestes a obter a tripla nacionalidade. Além da óbvia ligação com o Brasil, atualmente o jogador já conta com registro espanhol e agora pleiteia se tornar um cidadão francês.




Um argentino jogando pelo Brasil. O que já foi só um comercial de TV pode se tornar realidade em breve. Você duvida?!






Tudo isso porque deseja disputar a Copa do Mundo de 2014 e, como não tem oportunidade na seleção brasileira principal (quando jovem atuou nas equipes de base), vê uma chance de fazer parte dos Bleus no torneio a ser disputado no Brasil.

Ou seja, até mesmo as seleções nacionais estão virando meras vitrines onde os jogadores realizem desejos pessoais. Veja só, o sujeito não precisa mais nascer na França, na Espanha ou em qualquer outro país para defender a seleção. É o extremo do profissionalismo. "Não tenho oportunidades no time do Brasil, então vou negociar com a França!" Mais ou menos por aí.

Do jeito que vai, daqui a pouco veremos as federações negociando jogadores para os times nacionais como ocorre com os clubes. Até já imagino a justificativa: tornar o confronto entre os países mais equilibrados. Uma partida entre Rússia e Azerbaijão poderá se tornar uma enorme atração, uma salada cheia de craques consagrados. Duvida? Eu não!

Se forem fazer isso, que pelo menos seja logo. Quem sabe assim a CBF consiga contratar alguns craques de verdade e tornar as partidas da seleção menos sonolentas. Dinheiro para investir, com certeza, há. E muito!



Leia também
>> Deixem o Americana subir
>> Informação inútil é o nosso esporte
>> Quando um número bastava

domingo, 9 de outubro de 2011

Quanta agilidade

Em 2009 uma forte tempestade na Zona Sul do RS entre os dias 28 e 29 de janeiro causou a morte de 14 pessoas e deixou centenas de desabrigados, além de causar perdas em lavouras inteiras e destruir casas em áreas rurais das cidades atingidas.

Somente na região de Pelotas o volume da chuva ultrapassou os 230 milímetros, representando o dobro da média histórica dos meses de janeiro. Desde aquele episódio, regiões do interior passaram a ter o acesso dificultado devido à queda de pontes com a força das águas.

Pois de lá para cá - acreditem! - grande parte destas pontes ainda não foi reconstruída. Passados dois anos e nove meses da enchente, somente agora as 35 pontes estão em obras, conforme noticia o jornal Diário Popular.

Não é possível que haja uma justificativa aceitável para uma demora tão grande na execução de obras extremamente importantes para milhares de produtores rurais da Zona Sul. É, no mínimo, vergonhoso.

Dois anos e nove meses! Inacreditável...



Leia também
>> 63 mortos de fome por omissão
>> A imprensa cagona

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Brasileiros confiam menos na imprensa

O Ibope divulgou na segunda-feira (dia 3) o Índice de Confiança Social dos brasileiros (tabela abaixo), levantamento em que o instituto avalia a relação dos cidadãos com as instituições. Esta é a terceira edição vez que a pesquisa é realizada.

E o resultado esse ano traz uma curiosidade. Além da não surpreendente queda da confiança dos brasileiros nos serviços de saúde e ensino público, por exemplo, outra queda significativa diz respeito à imprensa.

De acordo com os dados, desde 2009, quando foi feira a primeira avaliação, a confiança nos meios de comunicação (sobretudo TV, rádio e jornais) sofre descenso. Naquele ano, o índice era de 71% dos pesquisados. Já em 2010 caiu para 67% e agora, em 2011, nova queda para 65%.

Parece que com o acesso cada vez maior da população à Internet e suas múltiplas opções de informação alternativa aos grandes conglomerados está fazendo com que o "quarto poder" tenda a ficar cada vez menos poderoso.

Significativo.




Leia também
>> Um mundo de rabugentos
>> Precisa-se de repórter com boa bunda
>> É o fim do rádio

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Nenhum de Nós, 25 anos

Embora os últimos discos não tenham empolgado tanto - pelo menos a mim, fã da banda desde sempre -, vale a pena a homenagem aos 25 anos do Nenhum de Nós.

#NenhumdeNos25Anos


terça-feira, 4 de outubro de 2011

Deixem o Americana subir

Sujeito começa a mudar seu padrão de vida. A partir do seu próprio trabalho e profissionalismo, consegue ascensão econômica e aos poucos se insere em outros meios da sociedade.

Certo dia, já reconhecido pelos bons resultados como gestor na sua cidade, passa a ser cotado para ser um dos destaques em importante evento empresarial da região. Grupos famosos e grifes conhecidas todas reunidas para um jantar anual onde se celebra o sucesso daqueles que representam a elite do empreendedorismo.

Porém, antes mesmo de confirmar sua presença à festa onde esta tradicional confraria se reúne, o 'novo rico' percebe olhares estranhos. Comentários surgem. "Quem é mesmo esse cara? De que família é esse sujeito? Não merece estar entre os grandes!"

Pois é isso o que está acontecendo em 2011 com o pouco conhecido Americana, time de futebol sediado na cidade homônima do interior de São Paulo. Em quarto lugar na Série B do Brasileirão, quatro pontos à frente do quinto colocado restando 11 rodadas para o fim da competição, é um dos favoritos a figurar na elite do futebol em 2012.

Mas, assim como na historinha acima, já não faltam defensores das oligarquias futebolísticas para bradar que o Americana não deveria estar na Série A em 2012. Muitos jornalistas, comentaristas e palpiteiros afins apontam que o ideal para o futebol nacional seria mais um time de grife integrando o principal campeonato do país. Algum destes clubes que, apesar de tradicionais e com grandes torcidas, vivem na pindaíba. Mantêm apenas o nariz empinado, a pose de potências. Enquanto isso, nos bastidores, o cenário é caótico.

Negar-se a aceitar uma novidade entre os grandes do futebol brasileiro é o mesmo que recusar um novo membro no grupo apenas porque o sujeito (ainda) não possui status. Se o Americana hoje aparece entre os melhores da Série B e tem grandes chances de fazer parte da elite no ano que vem é porque tem seus méritos. Ao contrário de gigantes adormecidos que patinam graças à corrupção, politicagem e gestões amadoras.

Decepcionante ouvir argumentos de defesa da incompetência em detrimento do mérito. Especialmente quando partem daqueles que deveriam analisar e reconhecer bons trabalhos. Quem merece estar entre os melhores é quem, de fato, é um dos melhores naquilo que se propõe a fazer. E esse conquista do Americana, caso se confirme a vaga na Série A em 2012, não merece ser questionada. Afinal, se conquistou vitórias dentro de campo e fora dele foi suficientemente organizado para dar suporte a isso, as grifes que corram atrás. Deixem o Americana subir.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Mobilização, animal


"Quanto mais conheço os homens, mais estimo os animais."

Também sou um dos adeptos da conhecida frase do escritor português Alexandre Herculano. No entanto, fico intrigado com o envolvimento cada vez mais forte das pessoas com os bichos e a alienação que isso é capaz de provocar em alguns casos.

Explico. Neste final de semana um homem usou uma lança para atacar dois cães no bairro Fragata, em Pelotas. O saldo foi a morte de um dos animais e ferimentos graves no outro. Segundo o agressor, a ação contra os cães teve o objetivo de defender o filho, que pedia socorro diante de possíveis ataques. Dia desses foi manchete, também em Pelotas, o caso de uma mulher que chutou um poodle e o jogou do terceiro andar de um prédio no bairro Pestano.

Dois casos de crueldade contra os animais, cada um com uma característica, mas que tem em comum um aspecto curioso: foram destaque nos noticiários locais e mobilizaram centenas de pessoas nas redes sociais. Graças a essa inconformidade até uma audiência pública na Câmara de Vereadores foi marcada para debater o tema (hoje, dia 3, às 18h30). É válido? Pode até ser, embora seja preciso levar em consideração o fato que, em muitos casos, audiências públicas como essa costumam dar em nada de prático.


Ok, bicho não é lixo.
Mas será que manifestações como essa, de março de 2010 em Pelotas, que cobrou providências públicas contra violência e abandono de animais, não poderiam inspirar as pessoas a reagir também contra a falta de segurança?



O interessante dessa história toda é a capacidade que os cidadãos desenvolveram de se indignar com os maus tratos contra os animais em contraponto à resignação diante da violência contra as pessoas. Sozinhos, estes dois casos que citei acima envolvendo animais geraram muito mais comoção popular do que todos os quase 40 homicídios registrados em Pelotas juntos. Basta fazer uma busca nos sites de notícia e nas redes sociais, ler as manifestações e comprovar.

Assaltos, assassinatos e outros tantos crimes não revoltam tanto. Moradores de rua queimados são assunto nas conversas por alguns instantes e daqui a pouco são substituídos por uma fofoca qualquer de celebridade. Vida que segue. Se algo parecido acontece com um cachorro, vira passeata e dá até gente querendo linchamento do animal (o que queimou, não o queimado).

E aos poucos a ordem das coisas vai ficando estranha. Pessoas menos racionais defendendo animais cada vez mais humanizados.


Em tempo

Antes que achem que não concordo com a defesa dos animais, esclareço que acho fundamental o respeito aos bichos e a punição a quem os maltrata. O que não acho aceitável é que pessoas sejam empaladas, escalpeladas ou queimadas, como ocorreu esse ano em Pelotas, e isso não cause a mínima reação e cobrança da população sobre as autoridades.