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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Honra e honestidade japonesa


Duas notícias sobre o Japão que impressionam a nós brasileiros. Infelizmente.


Governo da província de Fukushima vai devolver doações à Cruz Vermelha

O governo da província de Fukushima vai devolver à Cruz Vermelha o equivalente a R$180 milhões doados para famílias que perderam as casas no terremoto em março de 2010.

O governo recalculou o número de vítimas, e concluiu que é menor do que se pensava, e por isso vai devolver o valor correspondente.


* * *


Japão tenta devolver US$ 78 milhões aos donos

Nos cinco meses que decorreram do terremoto e tsunami que arrasaram a região de Fukushima, no Japão, as autoridades japonesas encontraram o equivalente a US$ 78 milhões em dinheiro nas ruínas e escombros e agora se esforçam para que tudo seja entregue aos donos.

O dinheiro foi achado em carteiras e bolsas abandonadas e nos cerca de 5,7 mil cofres deixados para trás pelos moradores e vítimas.

Se fosse aqui no Brasil, será que alguém guardaria
estes cofres intactos até o dono aparecer?!

Como grande parte do dinheiro estava em bancos e era registrada, 96% já foram devolvidos aos donos.

A polícia tem mais dificuldade para devolver o dinheiro encontrado em ruas e casas, mas, como geralmente estava junto a algum documento, espera entregar pelo menos 85% aos proprietários.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Precisa-se de repórter com boa bunda


Que a televisão brasileira, especialmente a aberta, chegou a um nível de mediocridade absurdo pouca gente questiona. Mas é preciso reconhecer: as cabeças pensantes (?!) por trás da telinha estão se superando a cada dia.

A última dessas aberrações estreou no domingo (dia 14), na programação da TV Record. Chamado de "A Casa da Ana Hickmann", o novo reality show da emissora é uma pérola.

O mote é o seguinte: selecionar uma nova repórter para o programa da loura que tem 1,20 metro de pernas. Porém, a competição não espera que as candidatas saibam, por exemplo, o que é uma sonora ou um boletim. Aliás, o que menos importa é qualquer noção de jornalismo ou televisão. Tanto que dentre todas as concorrentes, apenas uma tinha formação em jornalismo e foi eliminada logo no primeiro episódio.

Estas são as candidatas a repórter da Ana Hickmann. É exatamente isso que se espera delas...

O fundamental no caso deste embate é: qual a bunda mais bonita? Em meio a cenas de ostentação desnecessária da mansão de 2,5 mil metros quadrados da apresentadora, são disputadas provas essenciais para o futuro de uma repórter. Exemplo? Cotejos eliminatórios de natação (obviamente ornamentados por minúsculos biquinis), com direito inclusive a candidatas que não sabem nadar usando boias infantis nos braços. Surreal!

E, para completar, depois de todo esse "estresse" em busca de uma vaga na equipe de reportagem do programa da Ana Hickmann, uma festa na boate particular da loura regada a muitos coquetéis e marmanjos bombados sem camisa.

E é isso, senhores. A TV brasileira precisa de repórteres com belas bundas. Garotas que estão cursando jornalismo, um conselho: não esqueçam de investir em exercícios (sobretudo glúteos) em uma boa academia. E se, em algum instante, faltar dinheiro pra bancar mensalidades da faculdade, livros e o personal trainer, esqueça a faculdade. O que pode garantir um futuro brilhante na televisão não é o que está na cabeça, mas o que se pode mostrar com biquinis.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Frutas e livros

Não sei quando nem com quem. Só sei que em algum momento da vida me disseram que uma boa maneira de adquirir o hábito de comer frutas seria as colocando em um lugar bem visível, por onde a gente passe a toda hora. Assim, ao invés de precisar lembrar que aquela bergamota está guardada na geladeira a cada vez que dá vontade de comer algo fora de hora, estamos enxergando ela a todo momento. E comemos.

Há pouco mais de dois meses tenho aplicado isso em casa.

Mas acabei descobrindo que essa mesma prática pode se adaptar também a outras coisas. Livros, por exemplo. Tenho uma quantidade razoável deles ainda aguardando leitura. Estavam todos encaixotados há quase um ano, desde a última mudança. Dia desses resolvi organizá-los em lugar acessível, ao alcance dos olhos a todo o momento. Resultado: a preguiça deu lugar à vontade de partir para o ataque e zerar a dívida com as prateleiras do quarto/escritório.

Não sei até quando vai durar esse apetite pelas frutas e livros. Só sei que, por enquanto, a combinação entre bergamotas e Eduardo Galeano tem sido bastante interessante.