
A participação do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) no quadro "O povo quer saber", do CQC, rendeu a ele inúmeros adjetivos. De louco a novo Hitler, saiu de tudo a partir da exibição do programa da Band na segunda-feira passada (dia 28). Só não foi qualificado como santo e hipócrita.
E não foi chamado disso porque, evidentemente, não é. Apesar de todas as barbaridades que expressou e que chocaram a imprensa e, por tabela, o povão, ninguém pode acusar Bolsonaro de falsidade. Ele realmente pensa aquilo que disse.
Aqui cabe um parêntese: toda essa revolta com as opiniões do deputado surgindo somente agora mostra o quanto o brasileiro é alienado politicamente. Afinal, Bolsonaro está na quinta legislatura e a cada vez que discursa na Câmara fala mais ou menos no tom que usou no CQC. Portanto, nada daquilo que foi ao ar na entrevista é novidade. Fecha parêntese.
Voltemos à hipocrisia. Enquanto Bolsonaro sustenta suas opiniões polêmicas e preconceituosas, está cheio de falso santo por aí. Figuras que pensam e agem como o deputado sobre muitos assuntos, mas em público usam a máscara da tolerância e do respeito às diferenças.
Se ele ofendeu alguém ou quebrou o decoro parlamentar, que seja processado pelos ofendidos e punido politicamente, como deve ser. Aos hipócritas, não gastem tempo no Twitter, na TV ou na esquina do Café Aquários tentando convencer a sociedade da bondade das suas almas. Tratem de se preocupar com as suas atitudes e pensamentos, pois mais cedo ou mais tarde a máscara cai.
Charge: Carlos Latuff, do blog do Tas.
2 comentários:
Isso aí Peraça! Disse tudo.
Não, não... Ninguém sabe se ele é hipócrita também.
Dessa declaração, só se soube que ele é um grosseiro estúpido.
É uma pena alguém pensar diferente disso.
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