A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça promoveu nesta sexta-feira (04) em Pelotas a 32ª edição da Caravana da Anistia. A iniciativa percorre todo o Brasil reabrindo processos de ex-perseguidos políticos da ditadura entre 1946 e 1988.Pelotas foi a quinta cidade gaúcha a receber a Caravana que até agora já esteve em 16 estados. Ao todo, 153 ações foram julgadas por cinco turmas de conselheiros voluntários da comissão montadas em salas da Faculdade de Direito da Universidade Federal (UFPel) e da Universidade Católica (UCPel).
O Ministro da Justiça, Tarso Genro (foto), esteve na abertura oficial do evento junto com o presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão Pires Junior. Genro afirmou que a reabertura dos arquivos do ministério, que contam com mais de 60 mil processos, significa um pedido de desculpas formal do Estado.
“O governo atual está abrindo a história para fazer valer a democracia e pedir desculpas pela quebra de Constituição e pelas práticas violentas cometidas contra brasileiros durante muitos anos”, explicou o ministro.
Já o presidente da comissão falou sobre as críticas de que as anistias e indenizações concedidas pelo governo nos últimos meses sejam uma espécie de "bolsa-ditadura". "Trata-se de uma reparação que busca incorporar uma nova concepção de direitos humanos e cidadania”, rebateu Pires Junior.
De acordo com Tarso Genro, o objetivo da Comissão de Anistia é analisar e "praticamente zerar" todos os processos movidos por anistiandos até o final de 2010.
Foto: Vinicius Peraça
Nenhum comentário:
Postar um comentário