Páginas

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Uma pá de cal na cara do Grêmio

Estamos sendo testemunhas, senhores, da completa falta de convicção daqueles que respondem pelo destino de um clube.

Estamos rememorando, senhores, episódios de delírios lunáticos de grandeza financeira semelhantes aos dos estertores do século XX, quando milhões de dólares aportaram no Olímpico via ISL.

Estamos diante, senhores, de mais um fracasso anunciado, como aqueles que levaram um clube multicampeão na década de 1990 a ser rebaixado e goleado por Anapolinas da vida.

Pior do que isso. O anúncio com pompa e circunstância de Vanderlei Luxemburgo como novo treinador do Grêmio retumba nos ouvidos dos que se orgulham de vestir a camisa do Imortal Tricolor. Rasura uma parte da história de confrontos épicos do futebol sanguíneo, peleado, contra a malemolência, a arrogância.

Foto: Paulo Franken, novembro de 1996
Dezesseis anos depois, a geração que cresceu tendo como opostos Grêmio/Felipão x Palmeiras/Luxemburgo tem o desgosto de ver os treinadores em papeis trocados. E que a ironia do destino - auxiliada pelo desrespeito dos que dirigem o Grêmio - nos poupe de uma semifinal de Copa do Brasil contra o Palmeiras, assim como ocorreu naquela batalha de 1996. Porque isso é possível.

Parece ser o fim do clube copeiro e peleador, forjado a duras lições nos campos do interior, que vestia abrigo embarrado à casamata. Lamentavelmente, o Grêmio 2012 terá as aulas de um 'pofexô' e vestirá ternos alinhados.

Estamos vendo, senhores, a última pá de cal ser jogada sobre a identidade gremista.

DMCA.com

Nenhum comentário: