A Zero Hora deste domingo (dia 1º) traz em sua página 6 uma matéria que, se não causa o mesmo impacto de uma denúncia de corrupção ou crime violento ou fato esportivo, merece ser lida por dizer muito sobre um personagem sem que grandes produções fossem necessárias para isso.
O repórter Fábio Schaffner acompanhou em Brasília a rotina de um dia de trabalho do deputado federal Marco Maia (PT-RS). Mas não um dia qualquer. Seguiu os passos do presidente da Câmara em um dos três dias em que foi elevado ao cargo de Presidente da República - devido a viagens oficiais da presidente Dilma Rousseff e do vice, Michel Temer, Maia assumiu o posto entre os dias 26 e 28 de março.
O resultado é uma matéria ("Presidente por três dias") que não tem qualquer grande fato, pelo menos não conforme estamos acostumados a ler com mais frequência. Ou seja, nenhum anúncio oficial ou escândalo. A notícia, neste caso, é o comportamento do homem que ocupou o principal posto do país durante alguns dias. O que mostra coisas interessantes. Vale a pena ler. Abaixo, um trechinho:
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"Embora tenha evitado sentar-se na cadeira de Dilma, a informalidade do petista irritou a equipe palaciana. No dia anterior, ele já havia quebrado o protocolo ao receber manifestantes em greve de fome que haviam se acorrentado em frente ao Planalto.
– Aqui, calado o cara já está sem razão. Imagina falando – desabafou um auxiliar de Dilma, constrangido com a movimentação atípica na antessala presidencial.
A impaciência aumentou no fim da tarde, quando convocou uma entrevista coletiva. Em 15 meses de governo, Dilma jamais havia tomado iniciativa semelhante. Nas viagens da presidente, Temer nem sequer cogitara ocupar o gabinete presidencial, quanto mais chamar a imprensa.
– O que ele vai anunciar? Que o Diário Oficial de amanhã vai trazer a independência do Rio Grande do Sul? – ironizou um repórter."
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