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| No tempo do Cidão, o JN era compromisso nacional. |
Já houve um tempo em que ninguém admitia publicamente quando não assistia ao Jornal Nacional. Era um atestado de ignorância. "Onde já se viu deixar de ver o telejornal mais importante do país?!"
Estar em frente à televisão no horário do JN era uma obrigação de qualquer cidadão que quisesse estar - ou parecer estar - bem informado. Perder uma edição significava que, no dia seguinte, era melhor fugir das rodas de conversa. E se surgisse alguém falando sobre uma importante notícia? Só a besta alienada não faria a mínima ideia do que se tratava.
Hoje não. O JN se tornou dispensável. Aliás, como a maioria dos telejornais. Talvez porque os noticiários se preocupem mais com atrair audiência do que informar, o conteúdo jornalístico e informativo ficou em segundo plano. Caíram da pauta as matérias mais profundas de política, economia e outras editorias e ganharam espaços nobres as notícias sobre comportamento. No popular, diria meu avô, "virou uma bobageira só".
E o tiro, aparentemente, sai pela culatra. Buscam telespectadores e perdem audiência. E ninguém mais tem vergonha de assumir que na hora do JN está no Facebook.
Boa noite!

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