Todo o acervo bibliográfico e documental do Castelo de Pedras Altas agora está protegido como patrimônio do estado. Além da biblioteca do político e diplomata Joaquim Francisco de Assis Brasil, também os bens móveis e naturais da propriedade a partir de agora possuem a garantia de que serão preservados e restaurados.
A oficialização do tombamento foi assinada pela secretária estadual de Cultura, Mônica Leal, no último sábado (28). O ato ocorreu na mesma mesa onde foi assinado o Pacto de Pedras Altas, que pôs fim à Revolução de 1923. A neta de Assis Brasil, Lydia Assis Brasil, esteve presente ao evento.
Em forma medieval e inaugurado em 1912, o Castelo de Pedras Altas foi o grande projeto de Assis Brasil. A biblioteca é considerada o maior acervo bibliográfico privado da América Latina, com cerca de 20 mil exemplares. Muitos destes são raridades em inglês, francês e latim.
A reforma da construção
Há dez anos a área física do castelo já havia sido tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado e uma reforma de toda a estrutura do castelo estava prevista. Desde 2008 o projeto está aprovado pelo Ministério da Cultura. No entanto, nenhum recurso havia sido captado para a execução da obra.
Em outubro a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) assumiu o compromisso de levar o projeto ao conhecimento de empresários dispostos a contribuir com a revitalização. A esperança é arrecadar pelo menos R$ 5 milhões que seriam usados em melhorias no sistema elétrico, encanamentos e drenagem.
Devido a esses problemas físicos, boa parte da área do castelo não pode ser visitada por turistas. Segundo a neta de Assis Brasil, os problemas com infiltração ameaçam até mesmo os livros abrigados no castelo. "Sem a intervenção, o acervo e o próprio prédio correm risco", disse Lydia recentemente ao jornal Zero Hora.
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