Foto: AFP

Pelo título do texto, você deve estar achando que se trata de mais uma crítica à postura de Ronaldinho e seu irmão Assis com relação aos clubes envolvidos na possível contratação do jogador. Errado! Tão ridículo quanto isso é o comportamento da mídia nessa lenga-lenga.
Se o craque dentuço e seu irmão inconsequente erram ao não conduzir as negociações com o mínimo de transparência necessária, a imprensa faz o caso ficar ainda mais ridículo quando mostra seu lado aproveitador e distante do profissionalismo.
Ao invés de trabalharem no acompanhamento das negociações, grande parte dos jornalistas, comentaristas e apresentadores de programas esportivos preferiram aumentar o circo com suas interpretações infelizes - para não chamar de palhaçada ou incompetência mesmo - e se limitar à busca por audiência.
Teve de tudo: apresentador de programa esportivo debochando do negócio e dizendo que cortaria um braço se Ronaldinho jogasse no Brasil, locutor de rádio entrando ao vivo por telefone pra garantir que o negócio já estaria feito e que a apresentação seria no Natal, jornal dando manchete que a novela acabou...
E para completar, na entrevista coletiva Assis-Ronaldinho-Galliani no Copacabana Palace teve repórter vibrando com a declaração do dirigente milanista preferindo o camisa 10 atuando pelo Flamengo. É o cúmulo da pataquada!
Que tipo de imprensa é essa que ao invés de apurar os fatos e informar o público opta por ampliar o circo e confundir?
Maior do que a decepção com a postura dos irmãos Moreira ao enrolar as torcidas de Grêmio, Flamengo e Palmeiras durante mais de um mês é a sensação de que o jornalismo esportivo brasileiro está uma várzea. Pouca gente se salva no meio do antiprofissionalismo que tomou conta das redações.
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