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domingo, 11 de novembro de 2012

Críticas amadoras sobre filmes que todos já viram: Lula, o filho do Brasil

Não sou especialista em cinema, em música ou em literatura. Mas como dono do blog, vou ter a ousadia de publicar aqui algumas impressões sobre filmes, discos ou livros. Dificilmente sobre lançamentos. Estes deixo para quem é crítico verdadeiro.


Ontem assisti Lula, o filho do Brasil (2009). Dirigido por Fábio Barreto, o filme foi alvo de ataques antes, durante e após sua estreia não pela qualidade da obra, mas por ter sido lançado justamente no começo de 2010, ano eleitoral em que Lula encerraria seu segundo mandato como Presidente da República e colocaria à prova sua popularidade indicando um sucessor – neste caso sucessora, já que Dilma foi apontada e eleita. Além da acusação de ser peça de propaganda, foram fortes também as críticas ao fato de grandes empreiteiras – responsáveis por obras de infraestrutura contratadas pelo governo federal – terem financiado a obra.

Entretanto, águas passadas. Ao filme. Bom, mas nada que mereça ser lamentado caso não se assista. Nem mesmo um amigo petista fanático conseguirá chegar ao fim do filme e dizer que é imperdível. A história contada é, inegavelmente, interessante. Afinal de contas, o personagem é um sujeito que vai da miséria à Presidência. Um operário que se tornou uma das figuras mais importantes da história brasileira. Porém, o filme não consegue transmitir o quão insólita é a trajetória.

A se elogiar a escolha do ator que interpreta Lula adulto. Rui Ricardo Dias convence, com semelhança física, na fala e nos gestos. Como em quase todo filme atualmente, as atrizes escolhidas, além de talentosas, precisam ser bonitas. Cléo Pires (Maria de Lurdes, primeira esposa) e Juliana Baroni (Marisa Letícia) confirmam isso. Se as mulheres do ex-presidente eram realmente tão belas assim quando jovens, há que se invejar.

Mesmo com a história sindical do operário sendo contada, falta conteúdo político a Lula, o filho do Brasil. Porque a vida do ex-presidente só virou filme devido à dimensão política que conquistou. Terminar o filme com Lula deixando o Dops, onde estava preso, para assistir ao enterro de Dona Lindu (mãe) deixa a sensação de que o filme acaba enquanto ainda está no começo.

Para quem também ainda não assistiu, não faça como eu, que esperava uma história recheada da história política do ex-presidente. As últimas cenas, com Lula tomando posse em Brasília em 2003, são a deixa para uma nova obra sobre o personagem. Agora com algum distanciamento histórico, sempre importante para a construção de análises deste tipo. Certamente é possível fazer um filme melhor. 


Assista ao trailer:

   

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2 comentários:

joanaporto's disse...

fiquei com vontade de assistir, o desinteressante filme, bateu curiosidade. boa escrita guri, quanto tempo não te lia!
bjs

Vinicius Peraça disse...

Valeu, Joana! Não perca o hábito, é sempre uma alegria te ver por aqui.