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terça-feira, 1 de maio de 2012

18 anos sem Formula 1

1º de Maio de 1994, 13h42. Quem estava em frente à TV naquele domingo nunca vai esquecer.

Há 18 anos morria Ayrton Senna, três vezes campeão mundial de Formula 1 e maior ídolo do esporte brasileiro na era pós-Pelé. Na curva Tamburello - esse nome jamais sairá da cabeça - no circuito de Ímola, na Itália, Senna bateu sua Williams a 300 Km/h.

Em dez anos de Formula 1, disputou 161 corridas, venceu 41 e conquistou 62 pole positions. Foi o herói de um país inteiro em tempos difíceis, quando a miséria, o desemprego e a inflação absurda sufocavam a auto-estima dos brasileiros. E nesse cenário, Senna era a imagem de um Brasil vencedor, de um Brasil que dava certo.

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Senna no pódio após a memorável vitória em Interlagos em 1991. Com apenas duas marchas da MacLaren funcionando, levou o carro até o final e conquistou sua primeira vitória no Brasil.







Com a sua morte, o país parou. Difícil conhecer alguém que não passou aquele domingo e os dias que se seguiram com a sensação de luto, como se tivesse perdido um grande amigo.

Desde o 1º de Maio de 1994, os domingos dos brasileiros não foram mais os mesmos. Poucos são aqueles que continuam tendo o prazer de ficar duas horas em frente à televisão acompanhando um grande prêmio.

Até porque, grandes pilotos apareceram após a morte de Senna e outros aparecerão. Os recordes foram batidos. Mas o que importava em Senna não eram seus números. Ele foi muito mais do que isso. Algo difícil de explicar.

Só quem é capaz de se emocionar assistindo as imagens das suas vitórias e derrotas entende.

Sem Senna, a Formula 1 jamais foi e jamais será o mesmo esporte. Pelo menos para os brasileiros.

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